Entrevista ao Boa Chance de O Globo

Prezados,

O Boa Chance, do Jornal O Globo, publicou, na sua edição On Line, uma entrevista onde falo sobre a escassez de profissionais qualificados para atuar no mercado de Redes Sociais. Segue a íntegra abaixo:

Presença das empresas nas redes sociais é significativa, mas há escassez de profissional qualificado

Publicada em 12/10/2011 às 08h39m

Amanda Moura (amanda.moura@oglobo.com.br)

RIO – Em pesquisa recente do Grupo Regus, constatou-se que de 2010 para 2011 cresceu a quantidade de empresas brasileiras que utilizam redes sociais, blogs, microblogs e fóruns para conquistar mais clientes. Segundo os dados, em um ano, o percentual de uso passou de 49% para 59%. A forte presença das corporações nas mídias sociais pode ser justificada pela necessidade em atender os brasileiros, que encontram-se em números espantosos nesses meios. De acordo com levantamento da comScore, empresa mundial de pesquisas, 99% dos usuários no país que acessam internet também entraram em sites de redes sociais.

A preocupação em adaptar-se a essa nova realidade pode ser notada na empresa carioca da área de TI Nasajon Sistemas, por exemplo.

– Buscamos sempre a proximidade com o nosso público. O uso dos canais de divulgação que chegam com a web 2.0 permitem que a empresa amplie a dimensão de atendimento, interagindo ainda mais e fazendo valer uma prática importante: o relacionamento com os clientes. Essa conversa em via de mão dupla é bastante valorizada – explica Cristina Corrêa, gerente de marketing da Nasajon.

Porém, esse cenário faz com que algumas questões entrem em cena: há profissional qualificado para essa área? Quem são essas pessoas? E como tornar-se um deles?

– Acreditar que ser um heavy user (“usuário intensivo”, em tradução livre) é suficiente para ser um analista de redes sociais é um engano. Alguns conhecimentos são essenciais, como: reconhecer o comportamento do consumidor, analisar a presença da marca na rede, cuidar da reputação da marca e monitorar constantemente a presença da empresa nesse ambiente são alguns deles – afirma Marcio Ferreira, professor do curso de Marketing Digital, do curso de Comunicação Social da Universidade Veiga de Almeida.

Mas e como adquirir essas noções? Ferreira explica:

– Acredito que ter uma formação inicial em comunicação é o pontapé inicial para ser bem-sucedido nessa carreira. As estratégias de comunicação off-line não são deixadas de lado no universo on-line, são apenas adaptadas. Porém, quem já possuir essa noção deve ir além, com cursos focados em marketing digital. Acredito, inclusive, que em breve teremos graduação em comunicação digital.

Sobre a qualificação, Gustavo Bueno, diretor da Comunicação Bueno, agência de propaganda criativa, assinala uma supervalorização desse profissional e a escassez do mesmo no mercado.

– Há uma rotatividade intensa dos funcionários dessa área nas agências. Isso acontece pois há uma escassez de pessoas qualificadas e, então, todos estão sempre de olhos nos que se destacam nas concorrentes. O mercado está ótimo para quem se especializa e tem talento.

A importância da presença nas redes sociais não pode se tornar uma armadilha. Marcar a presença em todas as mídias não necessariamente é um ponto positivo.

– Não consigo enxergar como benéfico estar presente em todos esses espaços virtuais. É preciso critério na escolha do ambiente em que a marca estará. Saber reconhecer a rede propícia para a empresa é de suma importância. Uma padaria, por exemplo, precisa ter um canal no Youtube mostrando a sua produção e talvez uma conta no Twitter anunciando os horários que saem as suas fornadas. Não é preciso estar em todos os meios – ressalta Ferreira.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/boachance/mat/2011/10/11/presenca-das-empresas-nas-redes-sociais-significativa-mas-ha-escassez-de-profissional-qualificado-925554341.asp#ixzz1b08acIbX
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Um pouco sobre Comunicação Empresarial

Abaixo entrevista dada ao site da Pós-Graduação em Comunicação Empresarial da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde leciono a disciplina de Comunicação Digital e seus Usos Institucionais.

Como você vê o atual momento da Comunicação Empresarial no Brasil?

De  maturidade. É interessante ver como o desenvolvimento da Comunicação Empresarial se deu em um tempo tão curto. Grande parte disso aconteceu pelo crescimento dos departamentos de comunicação na estrutura organizacional da empresas. A Comunicação passa a ser uma ferramenta importante na estratégia e, por isso, deixa de ser um “patinho feio” e alça vôos dentro do mundo de negócios. Óbvio que isso é facilitado pelo momento que a sociedade vive, que é de informação, de compartilhamento, de estreitamento das relações. E neste aspecto a Comunicação Empresarial tem uma contribuição inegável para atingir públicos alvos além da relação estritamente comercial.
2) Qual é a importância da Internet e das mídias socias neste contexto?

É preciso separar estes momentos. A Internet tem uma importante contribuição no que chamamos de Web 1.0.  Com a web 2.0, mais o fenômeno das mídias sociais, pessoas passam a ter “presença online” aliada ao empoderamento que faz com que a soma de suas expressões e sua reputação sejam ampliadas. O que ocorre é que empresas terão que se adaptar a este novo momento. O conceito de web 2.0 foi criado por Tim O’Reilly em 2004, para descrever as novas práticas de comunicação através da internet. As principais características são a Web como plataforma, Inteligência Coletiva, Gestão de Base de Dados, Fim do Ciclo de Atualização de Softwares, Programação Rápida, Diversos Dispositivos e Experiência Enriquecedora do Usuário.

Empresas então precisam acompanhar seus públicos. Precisam ser 2.0, 3.0, precisam gerar experimentação, precisam de “pegada”. A Comunicação Empresarial aliada à Comunicação Digital pode dar esta “cola” e promover este engajamento das partes.


3) Comente sobre a aproximação da Comunicação Empresarial com a mídia digital.

Como disse anteriormente, a Comunicação Empresarial, quando se aproxima da Comunicação Digital, acaba facilitando os processos de construção de relacionamento com públicos que emergem dentro de um novo mercado e faz a manutenção deste relacionamento com os públicos já existentes que migraram para esta esfera dos nativos digitais.

Não é mais possível pensar o ambiente institucional, organizacional ou corporativo sem a respiração da comunicação digital.


4)  Atualmente, quais empresas/organizações são good cases no trabalho com mídias sociais?

Tem que ser good cases mesmo? (risos) Na verdade a maioria dos cases que vemos hoje são negativos. Como o atual da Arezzo que levou uma chinelada nas Redes Sociais por conta de uma campanha que usa pele de animais como elemento decorativo de sua produção. Numa sociedade cada vez mais politicamente correta e que “viraliza” o que tem interesse, o que vemos são empresas patinando na tentativa de acertar. O que vejo com incredulidade é como ninguém chegou lá e disse:

– Olha só, isso vai dar errado. As pessoas estão mais antenadas, mais ligadas em questões politicamente corretas. Ninguém vai querer usar sapato ou bolsa com pele de raposa!!!!

Nesta esteira já vimos erros da Nestlé, da BP, da Fiat, da Localweb, entre outras. Empresas são orgânicas e na rede isso fica ainda mais exposto. Se formos falar de cases positivos, temos a Tecnisa que apesar de ser um construtora, uma empresa que vende imóveis, apartamentos, casas, sempre investiu em Comunicação Digital como estratégia de negócios e de relacionamento. Já vendeu até apartamento pelo Facebook. E vem sendo acompanhada de perto pelo mercado. A Cyrela fez o mesmo recentemente. O mais importante neste momento de efervescência é que estamos aprendendo ao mesmo tempo que vamos criando uma nova cultura de comunicação e de relacionamento. Isso é importante.
5) Quais são as características essencias para quem quer trabalhar no ramo da Comunicação Empresarial?

 

Ser multidisciplinar. Não há espaço na Comunicação, e não só a Empresarial, para quem quer ser apenas viver no “gueto”. E chamo de gueto o profissional que pensa a Comunicação como um “sambinha feito de uma nota só”. A Comunicação tem que ser pensada em 360º graus, com um todo. Ser multidisciplinar prevê que você vá conhecer um pouco de Jornalismo, de Relações Públicas, de Publicidade, de Marketing, de Branding, de Novas Tecnologias de Comunicação, e que tenha embasamento para saber o que é bom, o que pode ser aplicado ao seu negócio. Acabou o tempo da Comunicação feita como se fosse receita de bolo. Não é mais assim! Enfim, vai ter mais chance no mercado quem estiver disposto a entender como funciona o mercado. E como ele muda o tempo, a Comunicação também tem que mudar.

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E Davos discutiu o “Poder das Redes Sociais”

O jornalista Merval Pereira, colunista de O Globo, publicou duas colunas, no sábado 29/01 e domingo 30/01 intituladas “A força das redes” e “Sociedades Maduras”, respectivamente. Em ambos artigos ele se concentra em avaliar, a partir do artigo de Clay Shirky, professor de Novas Mídias da Universidade de nova York, como as Redes Sociais estão mudando a postura dos cidadãos, citando os casos de mobilização social através de redes sociais nos epsódios da Tunísia, Filipinas, Irã e, recentemente, Egito.

O artigo do professor Clay, “The Political Power of Social Media”, que tem oito laudas e está disponível no link ao final deste post em inglês, tem uma conclusão importante de que “as redes por sí só não tem pode político superável, sendo necessário que a sociedade esteja madura para que seus efeitos aconteçam”.

Rizzo Miranda (@rizzomiranda) , Nino Carvalho (@ninocarvalho) e Gil Giardelli (@gilgiardelli) são alguns brasileiros que têm discutido o poder deste “Cidadão 2.0” e o empoderamento – aqui entendido como a ação coletiva desenvolvida pelos indivíduos quando participam de espaços privilegiados de decisões, de consciência social dos direitos sociais – que as Redes Socias tem lhes dado em artigos, palestras e discussões nas próprias redes sociais como  o Twitter.

Mas o mais interessante nos textos de Merval é a informação que o Fórum de Davos, que discute a economia mundial, abriu espaço para discutir Redes Sociais numa mesa de dar inveja e contou com o próprio Clay Shirky, Marissa Mayer, vice-presidente para pesquisa de produtos com usuários da Google; Dan Ariely, professor de Psicologia comportamental da Universidade de Duke; Reid Hoffman, fundador da LinkedIn.

Merval também recorre a Manuel Castells, sociólogo espanhol e autor do “clássico” “A Sociedade em Rede”, para reafirmar que as redes de comunicação social mudaram a lógica de poder na sociedade atual.

Vale a leitura das colunas de Merval, que estão disponibilizadas em arquivos de imagem aqui e também, com paciência, ler o artigo de Clay Shirky.

Link para as imagens da Coluna de Merval Pereira   http://plixi.com/p/73829059 e http://plixi.com/p/73829418 .

Artigo do Clay Sirky http://bit.ly/hWHSzi



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Entrevista para o Programa Almanaque Retrô!

A mensagem veio via Twitter pela @JulianaNetto A pergunta: se eu aceitava dar uma entrevista ao programa Almanaque Retrô, da FACOM da Universidade Federal de Juiz de Fora sobre o avanço da Internet nos últimos 10 anos. Pensei: “Tô ficando velho! Uso isso aqui desde 1996, quando ainda estudava na Gama Filho”. Resultado, dei a entrevista. Como ficou? Confira o áudio aqui no meu Posterous:

Entrevista para o Programa Almanaque Retrô

http://marcioferreira.posterous.com/entrevista-para-o-programa-almanaque-retro-da

Espero que gostem!

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Reinventar a Comunicação Empresarial

Entrevista publicada no site da Pós-Graduação em Comunicação Empresarial da Universidade Federal de Juiz de Fora: http://www.cemp.jor.br/visibilidade/visibilidade.php?id=23
Reinventar a Comunicação Empresarial


Um dos responsáveis pela disciplina “Comunicação digital e seus usos institucionais” no curso de Pós Graduação em Comunicação Empresarial, o jornalista e professor Márcio Ferreira, convidado recentemente do VII Fórum das Comunicações, veio a Juiz de Fora para falar de uma de suas especialidades: mídias sociais e a comunicação nas organizações. Aproveitando a oportunidade, a equipe do CEMP realizou uma entrevista para saber mais de sua experiência profissional assim como suas dicas e opiniões sobre as tendências da comunicação.

CEMP: O que você faz atualmente?
Márcio: Sou professor da Universidade Veiga de Almeida no Rio de Janeiro e professor convidado da pós-graduação em Comunicação Empresarial da UFJF. Faço a assessoria de comunicação de um deputado estadual do RJ. Atuo cuidando de ações comunicativas de empresas do setor naval e da SBE – Sociedade Brasileira de Engenharia Naval. Presto também consultoria de comunicação para a Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.
CEMP: Fale um pouco de sua trajetória profissional.
Márcio: Comecei em Teresópolis, no interior do Rio de Janeiro, fazendo parte do departamento de projetos e eventos de um jornal chamado “Teresópolis Jornal”. Um dia, cheguei para o diretor e falei que queria escrever sobre um tema que me incomodava: o preço da passagem de ônibus no município. Escrevi e ele publicou. Logo depois, apareceu um novo jornal na cidade chamado “Diário de Teresópolis”. Fui o primeiro repórter deste jornal. Comecei escrevendo em jornal, depois comecei a faculdade em 1990, interrompi em seguida e só me formei em 1997. Quando saí da faculdade fui para uma agência de comunicação corporativa e escrevi no jornal “O Dia” (RJ). Especializei-me na área de energia, para a qual escrevi por muitos anos. Já trabalhava na área de política, então fui prospectar mercado. Coordenei algumas campanhas políticas e departamentos de imprensa de prefeituras. Comecei a dar aulas há uns oito anos.

CEMP: Sua experiência em assessoria de comunicação e de imprensa é diversificada. Como vê o cenário atualmente no país?
Márcio: Cresceu muito. Hoje temos duas demandas a serem analisadas. Uma é a do mercado e a outra é da própria profissão. O enxugamento das redações, o aumento dos cursos de comunicação no país e a falta de vagas para você atuar, no que classicamente se entende como grande imprensa provocou uma terceira via: o caminho das assessorias de imprensa, uma espécie de válvula de escape para esta formação. De outro lado, cada dia mais, aumenta a exigência de que as empresas estabeleçam políticas de relacionamento que só se dão pela comunicação. Trata-se de uma demanda que o RH a administração e o marketing não suprem mais. Há a necessidade de formar profissionais de comunicação imbuídos dos aspectos empresariais para resolver. De cada 100 vagas que surgem, 95 ou 97 são para assessoria. E é o único segmento do mercado que ainda é válido para quem está na faculdade de jornalismo. Você vai ter cada vez menos vagas em redação e cada vez mais vagas em assessoria, formando um profissional que tem que se entender híbrido.
CEMP: De todas as atividades que você fez, por qual você foi mais atraído?
Márcio: Tudo me atrai porque eu gosto da multidisciplinaridade. Tem um texto do Paulo Nassar em que ele diz que os profissionais de comunicação têm que abandonar seus “guetos”. O jornalista não pode mais ser aquele cara que só escreve para o jornal, o assessor não pode ser “o cara” que só manda release, o publicitário não pode ficar fechado no “gueto” só da marca, o RP tem que deixar de ser só “o cara” que “faz festinha”. Todo mundo tem que se imbuir de um conceito que está muito em voga hoje, que é a comunicação 360º. Comunicação é um todo, comunicação não é só a parte. A gente precisa se reinventar, e para se reinventar tem que ser multidisciplinar. O jornalismo não pode ficar atrás também, ele tem que beber da fonte dos blogs, dos twitters, das redes sociais. Tem que entender que a comunicação passa a ser um negócio muito mais personalizado, não é mais um tiro de canhão para acertar uma mosca, é um negócio mais focado mesmo. E esse foco é legal porque acaba multiplicando o seu objetivo que é a divulgação da sua informação. Então o que me atrai, na verdade, é a comunicação.

CEMP: Para você, qual é a importância da inserção das novas tecnologias dentro de uma área de comunicação em uma empresa?

Márcio – Pode ajudar a empresa a construir uma imagem mais sólida perante a um público que muita das vezes é pouco priorizado. O que vemos é que estas novas tecnologias permitem, quase sempre, uma capilaridade de informações, sem precedentes. Existem corporações que têm tido resultados expressivos como, por exemplo, no Santander que criou há dois anos uma intranet para deixar seus funcionários melhor informados sobre as diretrizes adotadas pelo banco.

CEMP: Quais os retornos que isso pode trazer para a empresa?

Márcio – A aplicação de ferramentas de novas tecnologias pode ser útil para diminuir barreiras e encurtar distâncias, principalmente em empresas que tem filiais espalhadas. Servem também para conciliar informações importantes para a empresa num mesmo canal e ampliar as possibilidades de que este público tenha estas informações em primeira mão. De fato, estas ferramentas podem ajudar no alinhamento da cultura organizacional e na interação com os mais diversos públicos.

CEMP: Para você, quais são as perspectivas e oportunidades para os profissionais de comunicação dentro do ramo de petróleo, uma vez que o
Brasil está se destacando na produção e descoberta de novas reservas.
Márcio: Tem muita coisa. É um ramo de atividade pouco explorado pelos profissionais de comunicação. Todos os concursos que a Petrobras abre têm vaga para comunicação. Mesmo com todos os profissionais de comunicação que ela tem, a empresa ainda terceiriza grande parte de sua comunicação porque as empresas que trabalham no setor de energia precisam explicar o seu negócio. Essas empresas têm uma demanda urgente que é sair do nicho do petróleo e entrar no nicho da energia porque o petróleo vai acabar. A Petrobras já faz isso há muito tempo. Fez uma campanha fantástica há cerca de quatro ou cinco anos na qual colocou, no samba da Mangueira, o enredo da energia: “A energia do samba é combustível do amor. Sou mangueira…” Ali ela já estava deixando de ser uma empresa de petróleo e passando a ser uma empresa de energia. E ela começa a assinar “A energia é o nosso negócio”. Toda essa demanda do setor de óleo e gás é uma demanda de comunicação. O papel deste profissional da comunicação é atuar como ponte entre essas empresas e a sociedade explicando esse negócio, fazendo ações de responsabilidade sócio-ambiental e passando essa cultura que as empresas querem ter para que a população entenda o negócio de outra forma.

CEMP: Para você, como as empresas do ramo petrolífero vêem a presença de um profissional de comunicação em seu organograma?
Márcio: De maneira geral, os organogramas das empresas são muito parecidos. A comunicação vem ocupando lugar de destaque. O profissional da comunicação está lá em cima, ele faz parte do gabinete de crise, ele interage o tempo todo com o board da empresa. O que acontece lá em cima, ele sabe. Se não souber, eles estão quebrados.

CEMP: Deixe uma mensagem para os visitantes do site.
Márcio: Eu acho que é importante que as pessoas que vivem no ambiente da comunicação passem a olhar a comunicação de uma forma mais abrangente. Tem que parar de pensar que “eu sou jornalista e não me contamino com o pessoal da publicidade”, “eu sou publicitário e não me contamino com o pessoal de RP” ou “eu sou RP e não me contamino com nenhum dos dois porque eu penso a estratégia”. O comunicador hoje tem um papel fundamental que é ser comunicador, sem ter nomenclatura, sem rótulos. A comunicação tem que deixar de ter rótulos para que consiga alcançar seus objetivos. A comunicação só funciona de forma integrada, só funciona mercadologicamente se as pessoas entenderem que ela é o todo e não uma parte. Só enxergando a comunicação como um todo é que os profissionais de comunicação vão conseguir ocupar um lugar de destaque no mercado.

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Algumas respostas sobre o uso do Twitter

O boa praça Marcel Vianna, ex-aluno, pediu umas respostas sobre o uso do Twitter.  Enviei para ele e compartilho por aqui:

Nos lugares que presta assessoria, alguma delas utiliza o twitter?

R: Sim, tanto no Planetário da Gávea, onde fomos um dos primeiros órgãos do município a implantar o Twitter, como no gabinete do deputado estadual Alessandro Calazans, que usa a ferramenta como forma de se comunicar com seus eleitores e também com a imprensa.

Existe alguma avaliação prévia das notícias que serão divulgadas? Como é feita essa seleção?

R:Sim. No Planetário temos a preocupação de relacionar as notícias com o objeto fim da Fundação que é a divulgação da ciência e da cultura através da Astronomia. Então buscamos disponibilizar pequenas “pílulas” nos 140 caracteres disponíveis para complementar aquilo que já temos em outros veículos de comunicação. Já com o deputado Calazans optamos por usar como instrumento mais informativo, direto tentando sempre a novidade. Também usamos de forma bem opinativa pelo aspecto peculiar deste assessorado.

Quando divulgada, as empresas apenas postam aquilo que interessa aos seus clientes(público-alvo), ou podem ocorrer casos de colocarem tweets de interesse geral do público?

R: Acho que, num primeiro momento, empresas que estão no Twitter vão sempre buscar atingir seu público alvo sim. É natural tentar comunicar a prioridade. Quando falamos de empresas temos que ter a preocupação institucional. Assuntos que tem interesse do público geral devem ter um apelo mais centrado em prestação de serviços, ou mesmo de ajuda ou apoio em momentos peculiares, como por exemplo a doação de alimentos para os desabrigados, um mensagem de consternamento por uma tragédia, campanhas de conscientização, entre outras.

O que motivou a criação do twitter da empresa? Acredita que possa existir uma maior interação, e com isso um maior retorno?

As empresas possuem algumas posições dos clientes a respeito da utilização do twitter? O que pode ou não ser divulgado?

R: Num primeiro momento foi a novidade da ferramenta. Mas logo vimos que o retorno foi fantástico. Utilizamos no Planetário para divulgar um evento que fizemos no ano passado, o “Astros em Cena”, onde faziamos sorteio de ingressos, divulgação dos shows e conseguimos uma ótima interação com o publico, ao mesmo tempo criando uma oportunidade para que este público que foi ao Planetário para ver um show, pudesse também se relacionar com o objetivo principal da Fundação que é a dovulgação da astronomia. Fazemos sim uma medição dos nossos seguidores. No Planetário aplicamos um questionário para saber por que canal de comunicação este público chegou até lá. E depois dos shows, faziamos um monitoramento de comentários sobre a presença deles no evento. Com o deputado Calazans, fazemos um monitoramento direto de tweets que tenham ligação com a base eleitoral do deputado.

Como você vê/percebe esse constante crescimento da utilização do twitter pelas empresas?

R: De uma forma muito positiva. É uma ótima oportunidade para ampliar o relacionamento entre as empresas e seu público.

Quanto tempo utiliza o serviço?

No Planetário há quase um ano. Com o deputado Calazans há cerca de 8 meses.

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As Redes Sociais na Comunicação

Reproduzo matéria publicada no site da TV UVA sobre gravação de programa para a TV Universitária. A entrevista foi ao ar e poderá ser encontrada em breve aqui neste blog.

As Redes Sociais na Comunicação

A existência dos agrupamentos de indivíduos na internet que formam as chamadas Redes Sociais foi objeto de debate no programa Arena Universitária. O bate-papo contou com a presença de especialistas que acreditam na internet como uma forma revolucionária de se fazer comunicação.

De acordo com a jornalista Riso Miranda, o mundo virtual é uma novidade em que o brasileiro está se integrando rapidamente e afirma: “Ainda existe muita curiosidade sobre os efeitos que a tecnologia promove na comunicação e no cotidiano das pessoas, mesmo já existindo intervenção direta da população no jornalismo” .

Mas a internet está influenciando não só o jornalismo como também o meio empresarial, que migra cada vez mais para as Redes Sociais. Nino Carvalho, que é especialista em Marketing Digital, afirma que a busca de candidatos para emprego nas redes sociais já é um fato. O twitter, Facebook e Orkut têm promovido muitas pessoas a vagas de emprego e conclui: “Isto ocorre por que o mercado de trabalho está selecionando candidatos não só pela competência, mas também pela autenticidade e relacionamento interpessoal”, conclui.

Um exemplo de que a internet é um extenso mercado para a divulgação de conteúdo pode ser observado no discurso de Ariel Alexandre fundador do site Vídeolog. Para ele os sites de relacionamento nas empresas só têm a acrescentar e promover o trabalho, pois as pessoas interagem na rede e levam isso para a vida real. “Existe uma linha muito tênue entre virtualização e o dia-a-dia das pessoas; por isso, fica difícil definir o que é virtual e real. A diferença é que na internet existe a possibilidade da edição, ou seja, a informação é passada da maneira que você quiser”, afirma o empresário.

Esta forma de divulgação da imagem tem sido o objetivo principal não só das empresas, mas, também, de muitos usuários que enxergam na internet uma mídia capaz de levar informação a um grande número de pessoas no mundo.

Para o estudante de jornalismo Matheus Rocha, as redes sociais  funcionam como divulgação de trabalho além de publicidade pessoal – “Hoje posso ser lido por diversas pessoas no blog, pois a internet é uma excelente mídia para se difundir textos e vídeos. Com isso se adquire popularidade” – conta o estudante.

Outra questão a ser analisada a respeito dessas redes  é que, além da finalidade de informar e articular pessoas, elas exprimem novas idéias e conceitos sobre a sociedade e os relacionamentos dentro e fora do mundo virtual. Segundo o professor Márcio Ferreira, as redes sociais são vistas pelas empresas como fontes de idéias e promoção de conceitos para o bem comum. “Muitos sites do governo, por exemplo, exploram comunidades na internet para promover publicidade social. Isso se torna um diferencial e estende às campanhas das mídias tradicionais” afirma o professor.

Portanto, o jornalismo hoje, é uma profissão que cresce para além das redações e mídias convencionais. A internet passa a ser uma extensão das mídias conhecidas, porém com um poder não centralizado. Na comunicação o grande diferencial é o tempo que você consegue disseminar conteúdo nas Redes Sociais. No mundo virtual a questão da durabilidade, agilidade e credibilidade da informação são fatores fundamentais para o jornalismo.

(http://www.agenciauva.com.br/new/?p=1274)

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