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Entrevista de Zygmunt Bauman ao Valor Econômico

Excesso de liquidez

Por Marcos Flamínio Peres | Para o Valor, de São Paulo

Bauman: “Viver sob pressão de mudanças constantes e, em geral, imprevisíveis favorece uma cultura do esquecimento, em vez de uma cultura do aprendizado e da lembrança”
Zygmunt Bauman é hoje uma grife da sociologia, lido, citado e compartilhado em toda parte. Esse status se deve em grande medida ao seu conceito de “modernidade líquida”, aplicado às sociedades pós-industriais que perderam o sentido de “pertencimento”.
Desde os anos 1960, explica, houve uma aceleração radical das mudanças sociais e tecnológicas, o que acentuou os sentimentos de mobilidade e individualidade em todos os setores da vida cotidiana: família, posição social, emprego, orientação sexual, relacionamentos amorosos etc.
Bauman desenvolveu essa tese em “Modernidade Líquida” (2000), desdobrada em vários outros títulos que o levariam a conquistar um público fora dos muros da academia: “Amor Líquido”, “Vida Líquida”, “Medo Líquido” e “Tempos Líquidos” (todos publicados pela editora Zahar).
Essas sociedades “leves” e “líquidas” perderam o sentido de solidez e estabilidade, defende o sociólogo. Em consequência, o ser humano tornou-se mais autônomo, o que é um ganho, mas passou a conviver com um fardo pesado: o sentimento de incerteza. E esse estado, diz Bauman na entrevista abaixo, é “provavelmente irreversível”.
Outras mudanças acentuaram mais drasticamente esse quadro: a globalização, a internet e o consumismo.
Professor emérito da Universidade de Leeds (Reino Unido), Bauman deixou a Polônia em 1971, fugindo da perseguição antissemita promovida pelos comunistas. Talvez tenha sido esse olhar “de fora”, de alguém vindo da periferia do continente europeu, que lhe permitiu apreender as transformações agudas por que vinha passando as sociedades ocidentais do capitalismo avançado.
Também deriva desse ponto de vista periférico seu entusiasmo, às vezes ingênuo, com o papel que países emergentes como o Brasil podem exercer na nova geopolítica que se configura. “Eles são laboratórios nos quais novos modos de coabitação humana são concebidos e testados.”
Na entrevista a seguir, Bauman fala igualmente do recém-lançado “Ensaios sobre o Conceito de Cultura” (Zahar, trad. Carlos Alberto Medeiros, 328 págs., R$ 49,90), obra de sociologia “dura” e leitura atenta, mas onde discute os fundamentos teóricos destes novos tempos “líquidos”.

Valor: “Ensaios sobre o Conceito de Cultura” foi escrito 37 anos atrás, quando os estudos culturais estavam apenas começando a se consolidar nos departamentos de ciências humanas, enquanto hoje são hegemônicos. Tantos anos depois, o que mudou no debate intelectual?

“Na Europa, o nacionalismo não está em crise porque o que está em crise é justamente a soberania do Estado-nação”

Zygmunt Bauman: Alguns anos atrás, quando este livro foi reeditado, me pediram para escrever uma nova “Introdução” justamente para responder a essa pergunta. Mas o aspecto interessante é que as mudanças verdadeiramente seminais ocorridas na sociedade e no papel da cultura se cristalizaram somente poucos anos atrás, após essa “Introdução” haver sido escrita e publicada… Tentei traçar e interpretar essas mudanças em “Culture in a Liquid Modern World” [que sai no Brasil em 2013 pela Zahar]. As mudanças que observei ali são, antes de tudo, uma transformação progressiva da cultura em commodity. A cultura passou de uma função “homeostática”, estabilizadora, para servir ao mercado consumidor e promover a flexibilidade, a fome por novidades e a nova “onivoria cultural” das elites formadoras de opinião.

Valor: O senhor diz ali que vivemos hoje em uma “era da reciclagem”, na qual as ideias são “enterradas vivas”. Quais as consequências disso para o modo como vivemos?

Bauman: Viver sob pressão de mudanças constantes e, em geral, imprevisíveis favorece uma cultura do esquecimento, em vez de uma cultura do aprendizado e da lembrança. Não temos tempo para digerir e assimilar novas informações antes que sejam afastadas de nossa atenção, espremidas por novidades mais recentes – do mesmo modo como substituímos velhos aparelhos pelos novos, recém-distribuídos nas lojas, e que possuem um ou dois recursos que seus predecessores não têm… Na sociedade consumista da modernidade líquida, as coisas começam a envelhecer já no momento em que nascem, e a distância temporal entre acolhê-las entusiasticamente e rejeitá-las como ultrapassadas vem se encurtando em uma velocidade cada vez maior.

Valor: O avanço da internet e das redes sociais tem algo a ver com sua afirmação segundo a qual “nada parece estar verdadeiramente morto ou vivo”?

Bauman: A tecnologia digital, com seu espaço infinito para armazenar informação, intensificou esse processo a que me referi acima: não temos mais necessidade de expandir nossa memória pessoal, na medida em que toda informação existente está mantida em segurança em servidores da Web e pode ser recuperada quando o desejarmos. Hoje podemos esquecer sem nos sentirmos culpados… E fazemos isso. As coisas esquecidas não estão mortas – ou, ao menos, parece. Entretanto, se essa ideia é reconfortante, ao mesmo tempo é enganadora e potencialmente danosa. Nenhuma de suas consequências de longo prazo são realmente encorajadoras. Já seus resultados imediatos são a fragilidade dos limites do homem e o status provisório de quaisquer soluções para os problemas, além das sensações de desconhecimento – mais do que a capacidade de entender- e de impotência – mais do que a capacidade de agir efetivamente e com confiança no resultado.

Valor: Vivemos em um tempo mítico, sem passado nem futuro?

Bauman: Hoje, o “tempo real” se constitui no padrão em relação ao qual todos os outros tempos são comparados. O valor supremo é a imediatez. Não há nada “mítico” nisso. Trata-se, antes, do fato de que essa preferência atual faz com que todos os outros tempos imagináveis pareçam serem percebidos como míticos! Somente o tempo vivido cotidianamente parece e é sentido como “real”. Tudo aquilo que reside no “passado” e no “futuro” foi descartado. Nossas vidas, por assim dizer, são uma sucessão de “momentos presentes” – chamei tal percepção temporal de “pontilhista”, para distingui-la da percepção até então dominante, a de imagens “cíclicas” ou “lineares”. A história é hoje uma série de presentes, e esse presente transitório é a única constância… Em consequência, a incerteza é a única certeza…

Valor: Outro tema que desenvolve é a crise das ideias de nação e nacionalismo no mundo líquido. Em certa medida, “a doçura de se sentir incluído”, o sentimento de pertencimento a uma dada comunidade, se transferiu para as mídias sociais?

Bauman: Para as mídias sociais, para o mercado consumidor e para os Carnavais… Mídias sociais são “redes” fazendo o papel das comunidades enfraquecidas. Mercados consumidores: a partir dele, podemos comprar os ícones do pertencimento, mas sem o genuíno auto-sacrifício e a autoimolação que o pertencimento na vida real requer… E os Carnavais são similares às Copas do Mundo, aos jogos internacionais e às Olimpíadas. Esses três territórios “off-shore” resgatam a vida diária do “demasiadamente real”, do pesado fardo do pertencimento corporal/espiritual…

Valor: Vê-se na Europa Ocidental, berço da ideia de nacionalismo, o fortalecimento de retórica e medidas anti-imigratórias, como na recente campanha presidencial francesa, ou ainda contra trabalhadores, mesmo que qualificados, como a proibição de pesquisadores estrangeiros de lecionarem em território francês. O nacionalismo, na verdade, não está recrudescendo?

Bauman: O nacionalismo tem muitas causas – todas elas muito diferentes… Na Europa, o nacionalismo não está em crise porque o que está em crise é justamente a soberania do Estado-nação. A responsabilidade pela incerteza atual é posta na recente mudança de situação [econômica]. Essa é a razão por que o capital político tenta se construir a partir dos medos nascidos de um processo mais amplo de separação entre o poder, a capacidade de fazer as coisas, e a política, a capacidade de decidir que coisas precisam ser feitas. Na verdade, a União Europeia é um escudo que protege os Estados membros de calamidades muito piores, caso ocorresse um divórcio entre eles. Os problemas que os políticos nacionalistas prometem resolver por meio da ressurreição da “soberania plena” do Estado-nação são fadados a se aprofundar, e não serem sanados, pela desmontagem desse escudo protetor. A imigração, outro alvo dos políticos nacionalistas, também não poderia ser suprimida sem minar a economia europeia, seriamente dependente da capacidade e da mão-de-obra importadas…

Valor: Como potência emergente, o Brasil – e os Brics em geral – são bem diferente das sociedades “líquidas” e pós-industriais que o senhor abordou em seus livros, o que ele pode apresentar de novo ao mundo no que diz respeito à cultura e ao modo de vida?

“Os Brics exalam o ar de uma ressureição. O Brasil, os demais do Brics e outros países são os centros potenciais de irradiação cultural”

Bauman: Os centros onde as inovações culturais estão sendo gestadas, de onde se irradiam as inspirações e estímulos culturais, são famosos por suas mudanças de rota. O tempo presente não oferece nenhuma exceção. Outra questão é que os padrões da “periferia” importados dos centros atuais e aparentemente imitados e copiados tendem a ser -com a ajuda do conhecimento acumulado – adaptados, reformados e reajustados criativamente para diferentes realidades. De um ponto de vista histórico, há uma deficiência ligada ao fato de “ser o primeiro” e há uma vantagem em “juntar-se mais tarde”. Se as sociedades que já passaram de seu apogeu, objeto de meus livros sobre a modernidade, podem estar vivendo o “ocaso da civilização” – como intuído cem anos atrás por Oswald Spengler em seu “O Declínio do Ocidente” -, os Brics exalam o ar de uma ressurreição. O Brasil, os demais do Brics e outros países são os centros potenciais de irradiação cultural.

Valor: O consumismo é o pior aspecto das sociedades líquidas?

Bauman: Os candidatos ao primeiro posto são muitos, mas o consumismo é certamente um deles. Ele coloca em questão a sustentabilidade do planeta e, logo, as chances de sobrevivência da humanidade. Enquanto isso, corrói a solidariedade humana necessária para a defesa do futuro do planeta assim como pressiona e enfraquece os limites do ser humano. O consumismo também provoca muita dor e humilhação a uma massa de pessoas ameaçadas pela exclusão ao direito de uma vida decente e digna e relegadas ao status de “subclasse” – os frágeis consumidores…

Valor: Como o senhor desenvolveu o conceito de “sociedade líquida”?

Bauman: Ao longo de um século de sua breve história, a sociologia lutou para se estabelecer como “ciência/tecnologia da não-liberdade”: como uma oficina para formatar as questões sociais que seriam resolvidas na teoria, mas, sobretudo, para colocar em prática o que Talcott Parsons articulou de maneira memorável como “a questão Hobbesiana”. Em outras palavras, tratava-se de saber como levar os seres humanos, abençoados com a ambígua dádiva do livre arbítrio, a serem guiados de maneira normativa em direção a um fluxo de ações previsível; ou, ainda, como reconciliar o livre arbítrio com a vontade de se submeter à vontade dos outros – isto é, elevar a “servidão voluntária”, antecipada por La Boétie no limiar da modernidade, a princípio supremo da organização social. Em resumo: como levar as pessoas a quererem fazer aquilo que elas devem fazer… Em nossa sociedade individualizada, a sociologia encara a oportunidade excitante de se transformar em uma “ciência/tecnologia da liberdade”. Acho que a sociologia não tem muita escolha a não ser seguir, agora como sempre, o mundo em transformação. A alternativa seria a perda de relevância. No entanto, esse caminho “sem escolha” não deveria ser causa de desespero, muito ao contrário. A modernidade líquida de fato coloca os indivíduos, e isso significa todos nós, num estado de indeterminação e incerteza provavelmente irreversível, pois, em nossa condição de fragilidade e transitoriedade, a contingência se tornou nosso habitat natural. Entretanto, é com esse tipo de experiência humana que a sociologia precisa se envolver, em um diálogo contínuo.

Valor: Seus livros sobre a sociedade líquida, escritos em estilo muito menos acadêmico do que “Ensaios sobre o Conceito de Cultura”, tornaram-se um sucesso junto a um público mais amplo. Como lida com esses diferentes perfis de leitores?

Bauman: O diálogo é certamente uma arte difícil. Significa esclarecer as questões em conjunto, mais do que conduzi-las por meio de seu próprio caminho; multiplicar as vozes, mais do que reduzi-las; ampliar as possibilidades, mais do que ter em vista um consenso total; perseguir o entendimento, em vez de visar a derrota do outro; e tudo isso deve estar animado pelo desejo de manter a conversa fluindo. Dominar essa arte consome um tempo terrível e não promete tornar nossa vida mais fácil. No entanto, promete torná-las mais excitante, mais útil aos outros, e transformar nossas escolhas profissionais em uma viagem de descobrimento contínua e interminável.

Valor: Qual a importância das teorias do sociólogo Pierre Bourdieu, que morreu há dez anos, para o desenvolvimento da disciplina?

Bauman: Na minha opinião, a grande contribuição de Bourdieu está em haver ressuscitado o comprometimento das ciências sociais, assim como seus conceitos de capitais cultural e social. Além disso, atualizou os argumentos para a crítica da economia capitalista centrada nos lucros dos acionistas.

Fonte: Valor Econômico/Cultura – 11/05/2012

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Google, a terceira maior empresa de mídia do Mundo

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O Google deixou para trás grandes players da mídia mundial e é a terceira maior empresa de comunicação do mundo, atrás apenas da Comcast/NBCUniversal, LLC (Philadelphia / USA): $55,841 bilhões e da The Walt Disney Company (Burbank / USA): $40,893. A lista foi feita pelo IfM, o Institut für Medien-und Kommunikationpolitik, ou Instituto de Mídia e Comunicação Política da Alemanha. As 50 maiores empresas de comunicação do mundo aqui:

1. Comcast/NBCUniversal, LLC (Philadelphia / USA): $55,841 bilhões.

2. The Walt Disney Company (Burbank / USA): $40,893

3. Google Inc. (Mountain View/ USA): $37,906

4. News Corp. Ltd. (New York/ USA): $33,405

5. Viacom Inc./CBS Corp. (New York / USA): $29,160

6. Time Warner Inc. (New York / USA): $28,974

7. Sony Entertainment (Tokyo / JP ): $22,987

8. Bertelsmann AG (Gütersloh/GER): $21,232

9. Vivendi S.A. (Paris/ Frankreich): $17,381

10. Cox Enterprises Inc. (Atlanta / USA): $15,330

11. Dish Network Corporation (Englewood, CO / USA): $14,048

12. Thomson Reuters Corporation (New York/ USA): $13,807

13. Liberty Media Corp./Liberty Interactive (Englewood, CO / USA): $12,639

14. Rogers Comm. (Toronto / CA): $12,571

15. Lagardère Media (Paris/ Frankreich): $10,659

16. Reed Elsevier PLC (London/ GB): $9,608

17. Pearson plc (London / UK): $9,402

18. ARD (Berlin, München/GER): $8,660

19. Nippon Hoso Kyokai (Tokyo / Japan): $8,346

20. BBC (London / UK): $7,773

21. Bloomberg L.P. (New York / USA): $7,600

22. Fuji Media Holdings, Inc. (Tokyo / JP): $7,252

23. Charter Comm. Inc. (St. Louis/ USA): $7,204

24. Cablevision Systems Corp. (Bethpage, NY/ USA): $6,701

25. Globo Communicação e Participações S.A. (Rio de Janeiro/ BRA): $6,581

26. Advance Publications (Staten Island, New York / USA): $6,549

27. The McGraw-Hill Comp. Inc. (New York/USA): $6,246

28. Clear Channel Comm. (San Antonio / USA): $6,161

29. Mediaset SpA (Mailand / IT): $5,916

30. The Nielsen Company (Haarlem/ NL): $5,532

31. Gannett Co. Inc. (McLean, Virginia / USA): $5,239

32. Grupo Televisa (Álvaro Obregón / MX): $5,039

33. Yahoo! Inc. (Sunnyvale/ USA): $4,983

34. The Naspers Group (Kapstadt / ZA): $4,797

35. Shaw Communications (Calgary /CA): $4,795

36. Wolters Kluwer nv (Amsterdam / NL): $4,669

37. Bonnier AB (Stockholm / SWE): $4,596

38. Axel Springer AG (Berlin /GER): $4,434

39. France Télévisions S.A. (Paris/ FRA): $4,371

40. Discovery Communications (Silver Spring/ USA): $4,234

41. Tokyo Broadcasting System Holdings, Inc. (Tokyo / Japan): $4,215

42. The Washington Post Company (Washington D.C. / USA): $4,215

43. RAI Radiotelevisione Italiana Holding S.p.A. (Rom / IT): $4,193

44. Quebecor Inc. (Montreal/ CA): $4,079

45. ITV plc (London / GB): $3,900

46. ProSiebenSat.1 (Unterföhring/ GER): $3,836

47. Sanoma Group (Helsinki / FI): $3,822

48. The Hearst Corporation (New York/ USA): $3,800

49. Grupo PRISA (Madrid / ES): $3,778

50. TF1 S.A. (Boulogne, Cedex / FRA): $3,647

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Cobertura do 11º Fórum de Marketing da UVA

Na segunda-feira, dia 07 de novembro, aconteceu o11º Fórum de Marketing da UVA. Apresentando o tema Marketing de um país: o brasileiro que faz a diferença, o evento mostrou estratégias de marketing de sucesso no país.

A cerimônia de abertura ficou a cargo da Coordenadora do Curso de Marketing, Mônica Reis. Alegre, ela disse ser um momento único e agradeceu o empenho dos alunos e professores. Em seguida, o professor Márcio Ferreira, responsável por mediar às palestras, passou a palavra para o diretor do FGV Online, professor Stavros Xanthopoylos, que falou sobre “O Sucesso da FGV Online no exterior”.

Stavros assumiu o FGV online no ano de 2008 com a ideia de tornar o projeto reconhecido no Brasil e no exterior. De acordo com ele, este desejo foi alcançado quando a Universidade de Manchester da Inglaterra entrou em contato. “Os ingleses pediram para trabalharmos para eles em um projeto similar ao nosso. Isso me fez perceber que algo estava indo bem”, exclamou.

Desde o ano de 1984 na empresa e há 3 anos no projeto FGV Online, o diretor mostrou-se orgulhoso pelo índice de evasão de 12% nos cursos online. “Esse número, até para o ensino normal, é o um número muito baixo”, explicou. Segundo ele, a FGV foi a pioneira a fazer um curso de ensino à distância no Brasil. Iniciando os trabalhos no ano de 1995.

Após Stavros, quem palestrou foi à assessora de comunicação da OSX, empresa do grupo comandado por Eike Batista, Simone Barros. A jornalista iniciou a conversa comentando sobre o apoio na imagem do Brasil feita pelo seu chefe. “O Eike é um grande vendedor da imagem brasileira para todo o mundo, por exemplo, em todo o grupo EBX existem muitos investidores estrangeiros”, informou.

Logo após a consultora de comunicação Malú Fernandes falou sobre “Estratégia de comunicação corporativa”. A convidada focou em como organizar um evento internacional no Brasil. Para fechar o 11º Fórum de Marketing com chave de ouro, o compositor da G.R.E.S Acadêmico do Salgueiro Demá Chagas, falou sobre o processor criativo para a construção de um samba enredo.

Organizado pelos formandos do curso de Graduação Tecnológica em marketing, com a consultoria da professora Alípia Ramos, o fórum trouxe para o auditório do Campus Tijuca, renomados profissionais do mercado de trabalho.

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Perguntas que respondi ao site AreaH sobre Analista de Mídias Sociais

O site AreaH publicou uma matéria sobre  “Trabalho do século 21 – Redes sociais ganham mais espaço e despertam interesse das grandes empresas; prepare-se para um mercado em plena expansão”  que está em http://www.areah.com.br/vibe/carreira/materia/7955/1/pagina_3/trabalho-do-seculo-21.aspx#a_texto

Faço parte da matéria com uma citação. Abaixo as perguntas que respondi sobre o tema para a publicação.

 

1- O que exatamente faz um profissional de mídias sociais?

É uma profissão recente, decorrente dos avanços tecnológicos, principalmente nas TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). E tem tido um papel fundamental dentro das organizações no relacionamento entre a empresa e seus públicos que se encontram em Redes Sociais, através de plataformas como Twitter, Facebook, Orkut e tantas outras. Mas não se limita a isso. Há um importante papel deste profissional no monitoramento da empresa na Rede, no engajamento de funcionários, no trato com os Stakeholders e Moveholders, na mensuração do desempenho e resultados obtidos em ações em Redes Sociais, na educação e no treinamento do público interno, através do Social Media Training, para citar algumas das aptidões deste profissional

 

2- Qual é o seu mercado de atuação? Existem muitas ofertas de vagas?

O mercado é onde há há preocupação da organização em tratar bem a sua comunicação, tanto com o público externo, quanto com o público interno. Não há mais como pensar que não vivemos em uma Sociedade em Rede. Então o público de interesse de qualquer negócio – e vamos deixar claro aqui que não podemos limitar tudo a compra e venda de um produto, já queum jogador de futebol ou um cantor “vende” a sua imagem – está hoje em Rede. E se está em Rede, é necessário e imperioso que haja a preocupação em se relacionar também no ambiente digital com este público. Você pode até achar que não estão falando da sua empresa ou de você nas Redes Sociais. Mas tem gente lá falando sim! Então isso é mercado. E precisa de profissional lá para cuidar deste relacionamento. Falando especificamente de vagas, há um burburinho sim. As empresas estão despertando para esta realidade. Mas a tendência é que o profissional de comunicação comece a ser preparado para desempenhar mais esta função e acabe acumulando num perfil meio que multitasking.

 

3- Os profissionais estão conseguindo responder preencher as vagas disponíveis no mercado?

Sim, estão! Tem muita gente que já vinha trabalhando com Internet desde de meados da década de 1990 – entre 1997 e 2000 – e que hoje são grandes referências. Eles tiveram papel fundamental em pensar este novo momento, inserir modelos no país e treinar os jovens que hoje estão despontando. Mas tem muito mercado e muito espaço. E uma dica: vai crescer ainda mais.

 

4- Cite para quem não conhece quais são as funções básicas de um profissional de mídias sociais.

– Incentivar uma nova iniciativa em Redes Sociais,

– Mensurar e Criar relatórios,

– Desenvolver estratégias e planos de comunicação digital.

– Conduzir e executar planos de comunicação digital

– Monitorar a empresa e seus principais concorrentes nas redes

– Gerenciar equipe,

– Trabalhar com agências,

– Trabalhar os stakeholders,

– Desenvolver treinamentos internos para o ambiente digital,

– Implantar políticas e processos de Comunicação Digital

– Alinhar a Comunicação Digital às estratégias da empresa

 

5- No Brasil existem especialistas no ramo? Se sim, quem são?

Tem muita gente boa por aqui! Martha Gabriel, Nino Carvalho, Carlos Nepomuceno, Patricia Moura, Gabriel Rossi, André Telles, Fábio Flatschart,Sandra Turchi, José Telmo, só para citar alguns. E não podemos esquece da grande Rizzo Miranda, da FSB Digital, que acabou de ganhar um Leão de Prata no Festival de Publicidade de Cannes com uma estratégia de Midias Digitais, toda em Redes Sociais para o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Com certeza, o Brasil é um grande player neste mercado.

6- Em que empresas ele pode atuar? E como ele pode contribuir para o crescimento da companhia?

Em qualquer empresa que entenda a necessidade de se relacionar com seus mais variados públicos. E pode contribuir muito porque o que o profissional de Midias Sociais faz é Comunicação! E a Comunicação, hoje, está alinhada diretamente à estratégia da empresa.

 

7- Falando sobre o curso de Mídias Sociais, ele já conseguiu se impor? A procura por ele cresce com o avanço das redes sociais?

Hoje o que encontramos são Cursos de Extensão, Pós-Graduação e MBAs que vão tratar do tema. E, certamente, há mais demanda do que oferta de cursos no mercado. Para ter noção, um pesquisa recente mostrou que mais de 60% das pessoas que vêem uma publicidade em um meio tradicional (revista, jornal, outdoor, mobiliários urbanos) vão à Internet buscar mais informações sobre o assunto daquela publicidade. Isso comprova que, hoje, as estratégias tem que ser pensadas em conjunto com o ambiente digital. Para isso, temos que ter profissionais treinados e capacitados.  Eu gosto de ressaltar que o importante é ter um visão ampla, multidisciplinar, e não apenas ferramental. Não é mexer no Twitter, no Facebook. É pensar a estratégia por detras destas ferramentas. O que te possibilita dentro do seu negócio. E a academia, as faculdades, os programas de Pós-Graduação, ainda são os melhores lugares para se obter uma boa formação.

 

Marcio Ferreira, 43 anos Jornalista, especializado em Estratégias de Comunicação, com dezoito oito anos de experiência no mercado de Assessoria de Imprensa no Estado do Rio de Janeiro. Professor do Curso de Comunicação Social e do MBA em Marketing da Universidade Veiga de Almeida (RJ) nas disciplinas de Comunicação Empresarial e Assessoria de Comunicação e Marketing Digital

 

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Cenário corporativo em pauta na Comunicar!

Cenário corporativo em pauta na Comunicar!

por Luísa Portugal

Márcio Ferreira, Simone Orlando e Malu Fernandes
em foto de Mariana Dias
No último dia da I Semana de Comunicação da UFRRJ, o tema foi “Assessoria de Comunicação – Cenário Corporativo e Empreendedorismo” e trouxe ao Auditório Paulo Freire Malu Fernandes, consultora  em assessoria, Márcio Ferreira, professor da Universidade Veiga de Almeida (UVA), como palestrantes, e a coordenadora do Curso, professora Simone Orlando, como mediadora. Dentre todos os conselhos dados pelos convidados, Malu ressaltou que desenvolver bons relacionamentos é essencial para o sucesso.
-Tudo é relacionamento, ninguém faz nada sozinho – afirmou a consultora em assessoria.
Ela acrescentou ainda o interesse dos clientes em ideias novas, bem produzidas e a importância da leitura de diversos gêneros para o desenvolvimento intelectual e da criatividade.
Malu Fernandes em foto de Letícia Santos
– Compra-se a criatividade, a inovação” – disse Malu.
A também vencedora do Prêmio Esso encerrou sua participação dando uma espécie de “receita de sucesso
– O olhar sobre as dificuldades deve ser crítico e positivo, aliado à vontade de mudar. Olhar sempre o que não existe e pensar por que não? Olhar uma rua esburacada como uma oportunidade. Mais fácil criar uma oportunidade do que arranjar um emprego.
Já Márcio Ferreira, professor de Assessoria de Comunicação e Comunicação Empresarial, fez uma abordagem ampla do meio, explicando vários aspectos ainda não cogitados pelos alunos de Jornalismo presentes ao evento. Segundo a coordenadora do curso, Simone Orlando, mediadora da noite, a importância das palestras para os alunos é imensa, já que essas matérias estão no final da grade curricular e é sempre bom saber mais da experiência dos profissionais bem sucedidos.
Márcio Ferreira em foto de Letícia Santos
O palestrante afirmou que, depois de sair da faculdade, 70% dos formados vão para a área de assessoria. E, para esses, é fundamental entender da cultura, dos valores dos clientes para executar os trabalhos. Outro ponto importante ressaltado por Márcio Ferreira é a reputação do assessor. Por fim, ele levantou ainda a questão da junção das áreas da comunicação, ao invés da separação, dizendo que para construir algo concreto e bem sucedido é preciso acoplar valores e mão de obra.
O evento terminou com boas previsões para o meio e com a expectativa de bons salários.
Postado por ICHS em Foco às 11:41

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Falta de candidatos qualificados em Rede Social

Pessoal, já tinha falado para o Boa Chance do Jornal O Globo sobre a escassez de profissionais em Redes Sociais. Comentei que alguns conhecimentos são essenciais, como: reconhecer o comportamento do consumidor, analisar a presença da marca na rede, cuidar da reputação da marca e monitorar constantemente a presença da empresa nesse ambiente. Agora, o SBT fez uma matéria comigo e o resultado está aqui: 

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Palestra no XVIII Enjac

Tive o prazer de ser um dos palestrantes no XVIII Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, promovido pela FENAJ e pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte. Dividi a mesa com o competente Lucio Pimentel, Gerente de Imprensa da Petrobras e com a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, Suzana Blass. Abaixo algumas fotos e o link para a palestra que proferi sobre Comunicação Corporativa: como fortalecer a imagem do assessorado. http://bit.ly/nFHraj

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